sexta-feira, 19 de março de 2010
quinta-feira, 11 de março de 2010
Voltando à educação I
Série de acordos produzidos, nos anos 1960, entre o Ministério da Educação brasileiro (MEC) e a United States Agency for International Development (USAID). Visavam estabelecer convênios de assistência técnica e cooperação financeira à educação brasileira. Entre junho de 1964 e janeiro de 1968, período de maior intensidade nos acordos, foram firmados 12, abrangendo desde a educação primária (atual ensino fundamental) ao ensino superior. O último dos acordos firmados foi no ano de 1976.
Os MEC-USAID inseriam-se num contexto histórico fortemente marcado pelo tecnicismo educacional da teoria do capital humano, isto é, pela concepção de educação como pressuposto do desenvolvimento econômico. Nesse contexto, a “ajuda externa” para a educação tinha por objetivo fornecer as diretrizes políticas e técnicas para uma reorientação do sistema educacional brasileiro, à luz das necessidades do desenvolvimento capitalista internacional. Os técnicos norte-americanos que aqui desembarcaram, muito mais do que preocupados com a educação brasileira, estavam ocupados em garantir a adequação de tal sistema de ensino aos desígnios da economia internacional, sobretudo aos interesses das grandes corporações norte-americanas. Na prática, os MEC-USAID não significaram mudanças diretas na política educacional, mas tiveram influência decisiva nas formulações e orientações que, posteriormente, conduziram o processo de reforma da educação brasileira na Ditadura Militar. Destacam-se a Comissão Meira Mattos, criada em 1967, e o Grupo de Trabalho da Reforma Universitária (GTRU), de 1968, ambos decisivos na reforma universitária (Lei nº 5.540/1968) e na reforma do ensino de 1º e 2º graus (Lei nº 5.692/1971).
daqui
Em outras palavras, a gente foi criado pra agir como robôs, ou em uma linguagem um pouco mais mitológica/xumbrega a gente fumos criados pra sermos sacrificados no altar do deus mercado, e dele aprendemos a ser imagem e semelhança...
terça-feira, 23 de fevereiro de 2010
Quebrando sua Barbie
Uma vez uma amiga minha leu uma passagem de um livro que ela estava lendo que falava sobre mulher e seu corpo, poucos dias depois comecei a reparar nas minhas amigas e sobre a relação delas com o próprio corpo. Algumas parecem estar em luta constante, seja com o cabelo, com o peso, com o que sobra e com o que falta. Dificilmente existe alguma garota que não passo por traumas quando era criança, seja por brincadeiras escolares, onde sempre existe a gordinha, a orelhuda, a magrela, entre outros apelidos, afinal a molecada escolar é sempre criativa, existem as repressões familiares dizendo que sempre tem algo errado com nosso corpo e as imposições da mídia que a cada década muda seu padrão de beleza mexendo com o psicológico de uma ou duas gerações inteiras.
Alem de mexer com nosso senso de beleza, muitas vezes não valoriza a mulher e usa seu corpo apenas como um objeto de adoração sexual.
Defender apenas um tipo de beleza é não observar ao seu redor, não pode haver apenas um tipo de planta, um tipo de comida, um tipo de musica e não pode haver apenas um tamanho de seio, um tamanho de quadril, um tipo de pele.
Afinal, somos o que somos graças aos nossos antepassados, difamar e julgar o físico herdado de uma mulher é criar gerações e mais gerações de mulheres ansiosas e neuróticas. Faz com que as mulheres se privem de conhecer e aceitar seus próprios corpos, de enxergar a beleza em si própria. Já vivemos em uma nação de garotas plastificadas, onde procuram a perfeição dentro da própria insegurança, onde é pressionada a gastar sua energia se preocupando com a quantidade de alimentos que consome, com os números da balança e com essa idéia fixa de se adequar ao estereótipo destruindo sua auto-estima cada vez que a perfeição não é alcançada.
Claro, que se manter saudável e cuidar do seu corpo é uma necessidade de saúde, é preciso cuidar de sua aparência respeitando seus traços, valorizando o seu corpo como ele é enxergando sua beleza natural. Uma mulher não pode tornar a cultura menos machista, ou fazer que a cultura fique mais consciente sem mudar sua forma de agir, afinal o buraco ta muito mais embaixo.
Ela deve mudar a atitude consigo mesma, resgatar seu corpo, não comprar a ilusão popular de beleza onde à felicidade só e concedida aqueles com certa configuração ou idade.
É preciso ter amor próprio, aceitar seus defeitos, afinal uma mulher segura com seu corpo pode mudar conceitos e opiniões.
- Natha
quarta-feira, 27 de janeiro de 2010
A vingança do suco de laranja
Os relatos vindos da região, bastante nervosos e apreensivos, apontam que os policiais além de cercarem casas e barracos, prenderem pessoas e promoverem o terror em algumas comunidades, também têm apreendido pertences pessoais de muitos militantes ; exigindo notas fiscais e outros documentos para forjar acusações de roubos e crimes afins. A situação é gravíssima, o cerco às casas continua neste momento (já durando quase um dia inteiro), e as informações que nos chegam é que ele se manterá por mais dias.
Nossos advogados estão tentando, com muita dificuldade, acompanhar a situação e obter informações sobre os processos, pois a polícia não tem assegurado plenamente o direito constitucional às partes da informação sobre os autos e, principalmente, sobre as prisões . No entanto, é urgente que outros apoiadores Políticos, Organizações de Direitos Humanos e Jornalistas comprometidos com a luta pela reforma agrária e com a luta do povo brasileiro divulguem amplamente e acompanhem mais de perto toda a urgente situação. A começar pelas pessoas que vivem na região de Iaras-SP, Bauru-SP e Promissão-SP.
Situações como esta apenas reforçam a urgência da criação de novos mecanismos de mediação prévia antes da concessão de liminares de reintegração de posse, e de mandados de prisão no meio rural brasileiro, conforme previsto no Programa Nacional de Direitos Humanos 3 (PNDH-3) -, com o intuito de diminuir a violência contra trabalhadores rurais.
No caso específico e emergencial de Iaras-SP, tal repressão é o aprofundamento de todo um processo de criminalização e repressão que foi acelerado a partir da repercussão exagerada e dos desdobramentos políticos ocorridos na regional de Iaras-SP por ocasião da ocupação da Fazenda-Indústria Cutrale, em outubro de 2009. O MST reivindica há anos para a reforma agrária aquelas áreas do Complexo Monções, comprovadamente griladas da União por esta poderosa transnacional do agronegócio. Ao invés de se acelerar o processo de reforma agrária e a democratização do uso da terra, sabendo-se que naquela região do estado de São Paulo há milhares de famílias de trabalhadores rurais que precisam de um pedaço de chão para sobreviver e produzir alimentos, o que obtemos como "resposta" é ainda mais arbitrariedade, repressão e violência.

O MST-SP reforça o pedido de solidariedade a todos os lutadores e lutadoras do povo brasileiro comprometidos com a transformação do país numa sociedade mais justa e democrática, e de todos os cidadãos e cidadãs indignadas com a crescente criminalização da população pobre e de nossos movimentos sociais pelo país. Não podemos nos intimidar nem nos calar diante de tamanho absurdo!
P.S. - No desenho do Latuff aonde se lê brigada militar favor ler-se órgãos de repressão social.
terça-feira, 19 de janeiro de 2010
segunda-feira, 21 de dezembro de 2009
E eu que achei...
tirado do Tinta China

